quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uma melodia no fim do poço? Talvez.

Uma doce melodia irá lhe confortar,ao entardecer quando meus olhos já estiverem fechados, naquele momento exato. Cassie puxou o gatilho e eu posso muito bem fazer o mesmo. As gotas caem e a roleta ainda não começou. Uma chance, um final. Não apenas uma gota de sangue. Parte por parte, esquartejada aos poucos, assim é que eu vejo, é isso que eu vejo. Eu prometo não dizer adeus!
Com um único tiro no peito, se você  não é culpado, você é a pessoa mais azarada do planeta. Com um simples assopro podemos acabar com a razão de ser de uma vela, e assim também posso apagar a chama de uma vida?  questão de segundos dependendo da escolha. Não vai ser tão complicado. Eu já disse, quando aqueles malditos castelos fossem ao chão, eu queimaria todas as veredas que me mostraram. Sem pensar duas vezes, eu  seguiria o plano, manteria a má conduta. Uma foto em preto e branco esfarelando nas pontas. Não ouve um final, meu primeiro processo terminou antes de começar. Uma gota de sangue caindo da lua. Ela sabe como me sinto. Já passa da meia noite e diamantes coloridos prendem minha atenção. Sem estrelas e sem brilho, tão aérea que nem percebi. Mesmo com montanhas se tornando barquinhos de papel,eu volto para meu par de balas mudas, ainda não silenciadas. O que isso quer dizer? Eu me pergunto. Eu ainda não voltei a ser o que eu era, ainda não me tornei o que eu quero, ainda não tive o fim que planejava. Como um vulcão solitário cuspindo sangue atordoado, ou como um satélite abandonado no espaço assistindo as lágrimas vermelhas da minha quieta e protetora lua. Eu também posso puxar o gatilho. Eu só não conseguiria dizer adeus. Sem asas o sangue me deixara no chão, e eu não reclamo disso. Assim que meus olhos se abrirem pela manhã, eu tentarei novamente cumprir meu trato comigo mesma. Assim que eles se fecharem, pegue aquela montanha de papel e me jogue com ela no mar. Tome isso como um adeus. Uma verdade. São suas veredas, e meus pesadelos, não me resta nem mas uma melodia no fim do poço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário