domingo, 29 de maio de 2011

Ouvi falar de uma liberdade confusa e não entendi

Liberdade à cordilheira
Majestosa e suculenta

Somos nós entre eles
Somos estrelas em caixas

Liberdade à contra tempo
Analisada e enlouquecida

Somos eu você todos os dias
Somos momentos entre nuvens

Liberdade acorrentada
Oprimida e mal julgada

Olhando a verdade em olhos certos
Podemos voltar a pensar
Sem sangrar

Liberdade porta a fora
Liberdade contra ao vento
Liberdade todos os dias

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conte-me sobre a descoberta que eu lhe devolvo sua despedida

Rindo a toa, rindo aos prantos
O que me diz?
Eu dei amor pra quem não devia,
maltratado, excomungado, eu não imploro
Conte-me sobre a descoberta
e mate a fome de amor desse seu coração
Sem perigo, num caminho, sem direção
O que me diz?
Não maltrate meus carinhos,
Não jogue fora minha flor
Felicidade além das lágrimas sofridas
numa hora além da nossa despedida
O que me diz?
Jóia rara minha, venha me ver esta noite,
pois estou a te esperar
Num afago profundo, quero te ter ao meu lado
Com esse seu sorriso, com esse seu olhar
venha me ver esta noite,
e conte-me sobre sua descoberta
Oh, jóia rara minha
Eu te quero por hoje, e todo dia
O que me diz?
Só por hoje, sem receita, sem suspeita,
sem promessas, sem medo, sem desvios
Porque hoje eu vi, o que você não sabe
não sabe o bem que faz, não sabe a falta que faz
Nesse afago distante, quem sabe?
Tem que ser você, o que me diz?
Nesse nosso amor, só nosso, talvez só meu que ninguém vê
Eu dei amor pra quem não devia
Sofri demais por quem não queria
Não é pra ser, o que só pode ser,
com você, o que me diz?
Rindo a toa, rindo aos prantos, com você
Mesmo com nada mudando entre nós
entre olhares eu me entrego, você me pega
Eu não sei jóia rara
Mate a fome de amor desse seu coração
pois estou a te esperar, estou a te querer
Porque hoje eu vou dizer eu te amo até amanhecer
Seja pessoalmente ou numa canção

sábado, 14 de maio de 2011

Hoje não mãe.

Eles não querem saber se eu consigo mãe,
Eles só esperam que eu não desista, entre aqueles que esperam a falha.
Era isso que você esperava? Não é minha culpa se ele não vale nada,
E não é minha culpa se eu não consigo.
Eles não dizem a verdade, porque eu deveria ser diferente?
Você mentiu pra mim, você o trouxe aqui, você mentiu como eles.
Com suas atrações em limitações mortas, você se igualou.
Eu deveria dizer obrigado por tudo e mudar de canal de manhã,
Porque obedecendo regras na base da importância a gente cai.
Por alguns minutos eu cheguei a acreditar,
E só aquele dia consegui chegar na hora exata, então me diga,
Aonde estamos hospedados nessa mentira?
As vezes estamos quase lá, as vezes você se importa,
E eu sempre apago a luz pra você na hora de ir dormir.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escute meu silencio e me deixe ir embora

- Eu realmente tenho que te olhar nos olhos e dizer? – disse ele.
- Você não precisa me dizer nada se não for isso que você quer – respondeu ela o olhando nos olhos.
Quando do lado de fora a chuva não para, as coisas continuam as mesmas, as mentiras são as mesmas e ninguém naquele dia teve coragem, nenhum dos dois. Kristy fora embora e ele não conseguiu dizer tudo o que queria. Com a caixinha da aliança em cima da mesa ele lamentava.
Com uma despedida e uma conversa imaginaria em mente, ele saiu.
Por mais que as coisas pareçam ruins hoje, eu não tenho do o que reclamar não depois de tudo o que me aconteceu de bom. Desde daquele dia em que você me pediu pra ficar até hoje onde você já não me aguenta mais. Eu queria ter te dito antes, devia ter feito algo, devia ter ido embora. Ontem eu me dei conta que você é a razão de tudo de bom que me vem acontecendo e ainda é meu melhor motivo pra continuar, hoje eu resolvi ir embora, me testar, repensar, perceber se consigo viver uma vida sem você. Eu fiz e refiz minha mala umas 7 vezes de madrugada, pensei em te ligar e dizer ‘ei, te cuida’ ou um ‘ obrigada’ e desligar mas isso seria inútil e talvez você me pedisse pra ficar mais uma vez e eu ficaria.. eu não devia nem te deixar essa carta sabe, ou deveria, eu não sei. Eu sei que te escrevi uma vez que nunca te decepcionaria, que nunca iria embora, que te diria sempre a verdade... me desculpa. Eu não devia gostar de você dessa maneira, não mesmo, talvez você nem tenha percebido que eu sempre te quis também, mas isso não dá pra mudar então só escuta meu silencio e me deixa ir ta bom?”
- Onde você ta? Eu preciso falar com você, de você, por favor...
Em uma fuga não se deve atender o celular, sussurrava o locutor.
- Em uma despedida não se deve dizer eu te amo. Pelo menos, não quando você não pretende voltar. – disse ela pra si mesma no espelho.
Em olhos certos e momentos distantes, os desencontros são favoráveis à má sorte.
- Eu preciso de uma passagem só de ida para hoje no trem das 9h – disse ela.
Ele a espera do lado de fora com a caixinha na mão mesmo sem saber onde ela esta. Ele sempre irá esperar.
Três anos depois.
- Aonde você queria estar? – perguntou o doutor.
- Em um dos meus sonhos...
- O que tem de mais neles?
- Meu passado, com tudo o que eu sempre quis, por quê? Aonde eu deveria estar? – perguntou Kristy.
O doutor a respondeu com um sorriso fraco.
- Acho que acabamos por hoje, eu te digo na próxima.
Com uma trilha sonora tudo fica mais bonito, sussurrava o locutor.
- Um cappuccino, por favor – pediu ela a garçonete.
- Você pelo menos podia ter me concedido uma ultima dança antes de ir não acha? – perguntou Daniel sentando ao lado dela com a caixinha na mão.
Ela fechou os olhos e deixou que aquelas lágrimas escorressem.
- Eu não sei dançar – disse ela.
Ele a abraçou por traz beijando gentilmente seu pescoço.
- Você esqueceu como eu preciso de você? –sussurrou ele.
- Você devia esquecer – disse ela o abraçando também.
- Devia mesmo, mas eu te amo, e isso não dá pra mudar.
- Eu sei.